O curso de Matemática Industrial foi criado em 30/09/2010 pela resolução No. 27/2010 do Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Federal do Ceará. Vinculado ao Centro de Ciências, o curso está sob a tutela do Departamento de Estatística e Matemática Aplicada (DEMA).

 

O Curso de Matemática Industrial é um dos mais recentes na UFC, oferece 40 vagas/ano e tem duração mínima de 4 anos e máxima de 6 anos no período diurno. O projeto político pedagógico do curso está constituído por 3 pilares: o primeiro consistindo da formação sólida básica em matemática pura, computação e estatística; o segundo abrangendo a formação profissional através de duas ênfase, matemática computacional e pesquisa operacional; e no terceiro correspondendo a formação complementar e de orientação que consistem nas atividades de tutoria acadêmica, estágio e/ou monografia e disciplinas optativas/livre. O curso foi elaborado com objetivo de possibilitar tanto a qualificação de recursos humanos voltados para mercado de trabalho quanto seguir uma carreira acadêmica que perpassa pela pós-graduação.

 

As inovações tecnológicas, a globalização, o desenvolvimento socioeconômico e os desafios empresariais e industriais, têm gerado novos campos de atuação no mundo moderno. Uma dessas novas profissões é a do Matemático Industrial, profissional que tem a função de detectar problemas inerentes em uma organização e sua relação com mercado, e propor métodos de abordá-los matemática e/ou computacionalmente, com finalidades diversas, entre as quais citamos a otimização dos recursos, da produção e dos serviços, a redução de custos, a melhoria da relação com os clientes, a otimização dos lucros e a melhoria do desempenho da empresa e dos empregados. A atuação do matemático industrial pode seguir rumos diferentes, mas o que permanece é “como resolver problemas?”, ou, melhor dizendo, “como tratar de forma mais inteligente os problemas reais que surgem constantemente nas empresas?”. Sabemos da importância que vivencia atualmente o estado do Ceará no aspecto de crescimento industrial, em função de diversos projetos, dentre os quais citamos, os pólos petroquímico e siderúrgico em implantação na região do Pecém, investimentos em setores como Turismo, Energias Eólicas e Térmicas, Biodiesel, Gás Natural, Transportes, Recursos Hídricos, entre outros, que permitem situar o Estado com uma nova infraestrutura que viabiliza a instalação de novas indústrias e, consequentemente, o crescimento socioeconômico e desenvolvimento do Ceará. Estas e outras ações demandam e demandarão recursos humanos qualificados capazes de auxiliar às empresas que já estão instaladas e as que surgirão, não só neste espaço geográfico, mas também em outras regiões do Estado.  

 

O que estuda?

Para lidar com os desafios e problemas industriais e empresariais, ter conhecimentos matemáticos pura e aplicada e computacionais são fundamentais para o exercício profissional do matemático industrial. A integralização curricular engloba disciplinas de cálculo, probabilidade, álgebra linear e matricial, computação e estatística. Nas ênfases, matemática computacional e pesquisa operacional, disciplinas de programação linear, inteira e não-linear, otimização combinatória, laboratório de programação, construção e análise de algoritmos e controle de qualidade, entre outras, são integrantes do eixo de formação profissional. A interdisciplinaridade é um elemento inerente à profissão, desta forma, o futuro matemático industrial poderá realizar estudos voltados para de economia, administração, matemática financeira e estatística, através de disciplinas optativas ou livres. 

 

A palavra de um profissional

A Pesquisa Operacional (PO) é um campo interdisciplinar das engenharias, ciências sociais, economia, ecologia, medicina, etc. Importantes exemplos do uso da pesquisa operacional têm sido encontrados nas áreas da saúde, educação, planejamento urbano e regional, energia, transporte, agricultura, desenvolvimento auto-sustentado, ecologia e meio ambiente, desenvolvimento comunitário, etc. Estes campos, que envolvem a infraestrutura de um modo geral e um planejamento amplo de questões socioeconômicas e ambientais, são extremamente caros aos países em desenvolvimento. Este fato faz com que os recursos humanos existentes nesta área são de suma importância para o desenvolvimento econômico e social da nação, assim também como o desenvolvimento da própria área. A troca de informações entre as pessoas ficou mais rápida e dinâmica com o advento da internet e a evolução dos computadores. Isto tem impulsionado a área de pesquisa operacional tanto no meio acadêmico quanto no meio empresarial com a obtenção e aplicação de novas tecnologias.

 

A PO compreende hoje um amplo panorama de métodos e técnicas analíticos que visam apoiar processos complexos de tomada de decisão. Por conseguinte, embora tenha surgido a partir do esforço de guerra das Forças Aliadas no início dos anos 40, hoje a Pesquisa Operacional é aplicada no Brasil e no exterior em áreas de expressivas importâncias estratégicas, tais como Energia, Gerência de Operações, Logística, Finanças, Marketing, Planejamento e Gestão de Sistemas de Serviços, Segurança da Informação, Administração Industrial, Gestão da Qualidade, Análise Locacional e ainda em inúmeras outras áreas de interesses civil e militar.

 

Nos últimos anos, ocorreu um notório crescimento da utilização de técnicas de Pesquisa Operacional para racionalizar o uso de recursos financeiros, humanos, equipamentos, matérias-primas, e outros, nas empresas públicas e privadas, em todas as regiões do nosso país. A globalização fez com que a disputa por mercado, com base na tecnologia da informação, preço da mercadoria, tempo de fabricação do produto, entre outros, gerasse uma concorrência entre as empresas, buscando cada vez mais atender de forma satisfatória, economicamente viável e com produtos de qualidade, os pedidos dos clientes. A racionalização dos recursos, quando bem trabalhada, gera um benefício, que poderá desencadear uma maior sustentabilidade das organizações.

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